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O avanço da telemedicina em meio a pandemia do Coronavírus

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Telemedicina

O avanço da telemedicina em meio a pandemia do Coronavírus

Permitindo o atendimento remoto, a telemedicina é a tendências da medicina que compreende uma infinidade de práticas relacionadas ao uso de tecnologia da informação na área da saúde. Tema polêmico e pouco difundido entre os médicos no Brasil, sua prática se tornou necessária em vista do aumento descomunal de casos de Covid-19, doença respiratória causada pelo Novo Coronavírus.

No final do mês de março, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou a resolução que permite o trabalho remoto de profissionais da medicina, tendo a ratificação por meio do Ministério da Saúde para a liberação do uso de telemedicina. Por esse motivo, reunimos no artigo de hoje tudo o que você precisa saber sobre a prática e seu avanço em meio a pandemia do Novo Coronavírus. Acompanhe!

O que é telemedicina

Em sentido amplo, a telemedicina pode ser definida como o uso de tecnologias da informação e comunicação na saúde como forma de viabilizar a oferta de serviços relacionados aos cuidados da saúde.

Essa área da telessaúde oferece suporte diagnóstico de forma remota, permitindo a interpretação de exames e emissão de laudos médicos a distância. De acordo com a Resolução CFM nº1.643/2002, a especialidade representa o exercício da medicina por meio da utilização de métodos interativos de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de pesquisa, educação e assistência em saúde.

No entanto, a telemedicina deve ser exercida por profissionais da saúde devidamente capacitados, considerando ainda as áreas avaliadas. A maior parte dos serviços incidem sobre diagnósticos e manejo clínico oferecidos de forma rotineira em países desenvolvidos. 

A telemedicina tem como propósito aperfeiçoar o atendimento médico e a saúde do paciente, possibilitando que os profissionais troquem informações, opiniões, e pareceres à distância, além da realização de atendimento e tratamento de forma remota.

Essa ferramenta permite que serviços clínicos sejam levados a qualquer lugar do país, ampliando acesso ao atendimento e ultrapassando barreiras de hospitais, consultórios e clínicas. 

Como a telemedicina surgiu

Ainda que o conceito da telemedicina envolva o uso de tecnologias e dispositivos modernos, como computadores, smartphones e tablets, sua origem é anterior à criação de muitos instrumentos utilizados hoje em dia. 

Estudos relatam que a telemedicina já contribuia com a população na Idade Média, período em que a Europa enfrentou grandes desafios de saúde pela proliferação de pragas. No entanto, não há comprovações sobre o fato, sendo os primeiros registros oficiais da telemedicina remetentes ao século XIX, com a invenção do telégrafo. 

Com a ajuda do aparelho, médicos podiam compartilhar laudos de exames e diagnósticos com colegas em locais distantes. Com a invenção do telefone no final do século, as linhas telefônicas serviram como base para transmissão de dados que, combinadas com aparelho de fax, permitiam o envio de resultados e ECGs (eletrocardiogramas).

Como funciona

Com o avanço dos meios de comunicação, o contato entre médico e paciente foi facilitado e passou a se estreitar ainda mais com o auxílio do telefone, celulares e internet, permitindo a troca de informações e aumentando o alcance do conhecimento.

Atualmente, a telemedicina faz parte de algo mais amplo, com tecnologias associadas a sistemas que auxiliam a promover melhorias nas condições e processos clínicos do sistema de saúde. Confira a seguir, as 3 áreas que dividem a prática da telemedicina.

Teleassistência

Envolve a monitoração do paciente em sua própria residência ou no hospital. O profissional responsável troca informações com outros especialistas da área, como dados, exames e outras informações sobre procedimentos, por meio de plataformas online.

Teleducação

A teleducação é a área da telemedicina que capacita profissionais da saúde para atuarem em locais com pouca infraestrutura e dificuldades de acesso, mantendo-os atualizados em relação à conhecimentos e novidades na área da saúde.

Emissão de laudos à distância

Esta é a principal frente da telemedicina, tornando-se a que mais cresce no Brasil. Exames podem ser feitos em qualquer lugar e laudados por médicos também em qualquer localização, por meio de softwares online em acesso via computador, smartphone ou tablets.

Benefícios

Apesar de utilizar tecnologia de ponta, a telemedicina é uma prática médica simples e fácil, que permite inúmeros benefícios não só para os profissionais, mas também para seus pacientes. Acompanhe alguns, a seguir.

Armazenamento na internet

A telemedicina permite que dados de laudos e testes diagnósticos sejam arquivados em espaços restritos e seguros por meio de plataformas e portais na internet por um tempo mínimo de 20 anos, conforme determina a legislação brasileira. 

Dessa maneira, documentos médicos ficam protegidos de ações do tempo e danos que podem ser causados pelo manuseio incorreto, sendo acessados de forma fácil e rápida. A possibilidade de arquivar documentos na nuvem, ou seja, na internet, elimina a necessidade de locais físicos para armazenamento, dispensando gastos que seriam usados para impressão, revelação e manutenção.

Aumento da produtividade

Interpretar exames é apenas uma das tarefas de médicos especialistas, mas que podem ocupar uma boa parte de sua jornada. Por isso, delegar essa atividades a especialistas de empresas de telemedicina permite que o médico possa dedicar mais tempo à gestão e atendimento de seus pacientes.

Exames feitos por especialistas

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, as regras são as mesmas aplicadas para exames laudados localmente ou à distância. Dessa maneira, procedimentos simples podem ser feitos por enfermeiros ou radiologistas, mas seus laudos devem ser restritos a especialistas qualificados na área. 

Redução de custos

A telemedicina já atribui boa economia em papel, espaço físico, armazenamento e outros materiais. Além disso, pode substituir especialistas na interpretação de exames simples, eliminando gastos na folha de pagamento, incluindo férias, folgas, afastamentos, e outros. 

Ampliação de especialidades

Unidades de saúde que desejam ampliar a área de atuação podem se beneficiar com a telemedicina. Com laudos a distância, não é necessário contratar médicos especialistas para sua elaboração. Basta delegá-lo aos especialistas da empresa de telemedicina, diminuindo custos e aumentando as áreas atendidas.

Telemedicina em meio ao Novo Coronavírus

Desde sua chegada no país em fevereiro, a pandemia causada pelo Novo Coronavírus toma proporções cada vez maiores, resultando na implantação de medidas de controle como o isolamento social, prática que mudou hábitos rotineiros inclusive de médicos.

Pelo alto número de pessoas em tratamento da Covid-19 nos hospitais nacionais e a concentração de cuidados com infectados, pacientes com outros problemas de saúde acabam não sendo atendidos, como forma de segurança ou por falta de vagas.

Partindo dessa realidade, muitos têm recorrido a alternativas de tratamento, visto que, grande parte dos brasileiros sofrem com outras doenças crônicas, alérgicas e crises respiratórias comuns na mudança de estação.

Como o atendimento médico passou a ser controlado para o tratamento de pacientes contaminados com a Covid-19, e atendimentos ambulatoriais foram reduzidos pelo isolamento social, outras formas de levar atendimento médico até esses pacientes foram consideradas, como a telemedicina.

A pandemia e o isolamento aceleraram a adaptação a essa nova alternativa, possibilitando atendimento à uma distância segura, principalmente para pessoas em regiões do Brasil mais afastadas de grandes centros. A telemedicina leva conhecimento e experiência profissional até o paciente, sem que seja necessário preocupar-se com deslocamento.

Durante o atendimento remoto, o médico é responsável por avaliar se o indivíduo precisa de atendimento presencial. São inúmeros hospitais,consultórios e planos de saúde trabalhando hoje com atendimento remoto, motivo que leva profissionais a buscarem constantemente atualizações em sua área.

Por meio de plataformas, os contratantes de serviços podem acessar com facilidades as informações, históricos, exames, laudos, e mais. Acredita-se que, após a experiência e crescimento da telemedicina em meio a pandemia do Novo Coronavírus, não haverá espaço para retrocesso.

Economicamente, a prática se constitui em área estratégica pelo potencial de ser uma fonte geradora de inovações, incorporando avanços tecnológicos em função da natureza interdisciplinar, ação que possibilita impulsionar empresas. Além disso, conta com o potencial de democratizar o acesso ao serviço de saúde.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a telemedicina como oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde em casos de distância como fator crítico. Estes serviços são promovidos por profissionais da área que utilizam tecnologia, conhecimento e comunicação para troca de informações necessárias em diagnósticos, prevenções e tratamentos, além da educação continuada.

Regras para o atendimento 

O atendimento por meio da telemedicina terá seu registro no prontuário clínico preenchido a cada consulta com o paciente, informando data, hora, tecnologia e tipo e comunicação utilizada no atendimento, além do CRM do profissional.

As informações serão registradas em plataformas online após a emissão do prontuário, receita e outros procedimentos realizados, incluindo anamnese. Os dados são armazenados e protegidos contra alterações para quaisquer consultas futuras, incluindo questões jurídicas. O médico também deve esclarecer ao paciente como funciona o atendimento virtual, informando-o sobre as limitações inerentes ao uso da telemedicina.

Por sua extensão territorial, o Brasil oferece oportunidades únicas para o desenvolvimento e aplicação da telemedicina, muito além da crise causada pelo Novo Coronavírus. Comunidades em locais isolados e de difícil acesso são exemplo de como a prática pode auxiliar no acompanhamento da população, em que a distribuição é desigual entre recursos e médicos. Para que a telemedicina seja aplicada de forma correta, a fim de levar qualidade de atendimento ao paciente, a atualização nesta e outras áreas é essencial para o profissional, por meio de cursos online de medicina.

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Comments (5)

  1. […] para poder realizar prescrições à distância, adaptando-se às medidas estabelecidas sobre a Telemedicina no Brasil, evitando a exposição do profissional e pacientes ao Novo […]

  2. […] (CFF) lançou uma importante ferramenta para que médicos possam no âmbito do atendimento por Telemedicina, emitir de forma segura atestados ou prescrições eletrônicas, conhecida como receita médica […]

  3. […] efetiva os processos da auditoria médica durante o período do isolamento social, causado pela pandemia do Novo Coronavírus. Dessa maneira, é possível tornar transparente os trabalhos realizados pelos profissionais em […]

  4. […] e funções, e no ramo da saúde isso não foi diferente, especialmente nas áreas médicas com a expansão da telemedicina no Brasil e no […]

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